A
história do mundo ou
história da humanidade são os
registros dos feitos do
homo sapiens na
Terra desde que passou a ter a capacidade necessária para efetuar tais registros através da
escrita. Este momento é tomado como o marco da divisão entre a
história e a
pré-história, período este no qual os homens já existiam porém eram ainda incapazes de manter tais registros dos acontecimentos.
Este período conhecido como história já se estende por aproximadamente mais de quatro mil
anos. A história do mundo nos relata
descobertas,
invenções e os grandes feitos da
humanidade. Também estão registrados os costumes de cada época em cada localidade bem como a mudança destes através de
revoluções,
guerras e catástrofes. Relata também a expansão do
conhecimento humano sobre mundo que o cerca e o avanço
tecnológico que deste modo foi possível.
Origem da humanidade
-
Os seres humanos apareceram na
Terra há mais de 400 mil
anos durante o período
Paleolítico. O paleolítico traz um longo período de
evolução. Na época, a Terra estava em uma
era glacial, com um
clima muito mais frio que na atualidade.
Migrações humanas em todo o globo (os números indicam os milênios antes da nossa era).
Os
antepassados dos humanos, como o
Homo erectus haviam usado ferramentas simples durante milênios, porém, nesta época, as ferramentas melhoraram, fizeram
ferramentas mais precisas e complexas. Em algum momento, os humanos começaram a usar o
fogo para se aquecer e cozinhar. Também desenvolveram a
linguagem, assim como os ritos funerários. Neste período, todos os humanos viviam da
caça e da coleta de frutos, sendo nômades; o elemento chave é que não produziam seu próprio sustento.
Há uns 50.000 anos, os seres humanos lançaram-se à conquista do
planeta em diferentes rumos desde
África. Um rumo alcançou a
Austrália. A outra chegou a
Ásia Central, para logo se dividir em dois, uma a
Europa, e a outra caminhou até cruzar o
Estreito de Bering e chegou a
América. As últimas áreas a ser colonizadas foram as ilhas da
Polinésia, durante o primeiro milênio d.C..
Os
criacionistas mais literáricos discutem este esquema, baseados nos primeiros capítulos do
Gênesis, pois a evidência científica não só colabora contundentemente a origem do homem na África e sua expansão gradual sobre o globo, mas que chegaram a determinar que o relato do Gênesis é uma adaptação de antigas lendas
mesopotâmicas coletadas desde a
Epopeia de Gilgamesh, e portanto, dificilmente poderia ter conteúdo divino
Surgimento da civilização
Desenho de um arado puxado por boi encontrado no
Egito.
A vida dos homens estava passando por muitas transformações no momento em que ocorre o surgimento da escrita em diversas partes do planeta. A
Revolução Agrícola no período
Neolítico fazia o homem trocar a vida
nômade baseada na
caça, na
pesca e na coleta pela vida
sedentária, ou seja, com residência fixa.
Isso se tornou possível através do desenvolvimento da
agricultura e da
domesticação dos animais que traziam o
alimento necessário para perto da habitação dos homens. As técnicas agrícolas não pararam de se desenvolver levando ao surgimento de técnicas como a
irrigação e ferramentas como o
arado puxado por animais.
Os homens passam a então se agrupar em terras férteis, propícias a agricultura. Destes agrupamentos surgem vilarejos que seriam os embriões de sociedades mais estruturadas e complexas que iriam se formar:
civilizações. A tecnologia avançava e as ferramentas de pedra polida eram substituídas pelos metais maleáveis como o
cobre, o
estanho, o
bronze e posteriormente metais rígidos o
ferro no que é chamado de
Idade dos Metais.
É nesse cenário que surge a escrita e as primeiras civilizações. Formam-se governos criando os Estados, criam-se relações de troca que dariam origem aos mercados e a possibilidade de impor a força através de exércitos.
Disco celeste de Nebra.
Revolução agrícola
Com o descobrimento da
agricultura e a da criação de animais, o
ser humano começa a cultivar diversos cereais como o
arroz, o
trigo e o
milho, os
tubérculos como a
batata, em diversas regiões do globo entre o sexto e o quinto
milênio a.C.. Assim, deixa de depender da
caça, a pesca e a coletação de
frutos, se transforma em autosuficiente, e ele adota um modo de
vida sedentário (se bem algumas atividades como o pastoreio requereram a prática do
nomadismo e do semi-nomandismo). No
Japão encontramos um temporão desenvolvido da
piscicultura. Também trocavam as práticas alimentícias: inventaram o
pão, e também as bebidas alcólicas.
Ao haver crescido em isolamento as primeiras civilizações, as dietas próprias de cada uma foram diversas, em função de aqueles produtos
vegetais e
animais que existiram em seu entorno imediato. Assim, o
porco, a
galinha e o arroz foram próprios da dieta da
China; o trigo, a
vide, a
vaca e a
ovelha, foram próprios do
Oriente Médio e o mundo mediterrâneo; e o milho, o
tomate, a batata ou o
tabaco foram próprios da América Précolombiana. No entanto, estas barreiras alimentícias foram caindo a medida que as distintas civilizações históricas foram entrando em contato umas com as outras e comercializando entre si. Desta maneira, as espéciarias (
pimenta,
noz moscada, etc) chegaram desde o
Oriente a
Europa graças ao
comércio muçulmano durante a
Idade Média, e distintos produtos americanos fizeram o próprio depois de que
América e Europa entraram em contato durante o passar dos
séculos XV a XVI.
Estrutura social
A medida que os assentamentos
urbanos foram crescendo, a sociedade ficou cada vez mais complexa. Para os
agricultores, surgiu uma
classe social de
mercadores, que logo enviaram expedições a terras estranhas e fundaram
colônias para comercializar. Também se desenvolveu os
templos religiosos, que baixaram suas responsabilidades a guia das distintas comunidades. Tempo mais tarde, surge o poder civil separado do poder religioso, comandado pelos
reis seculares trabalhando em estreita relação com burocracias sacerdotais, às vezes, bastante extensas: por exemplo, o
faraó e os
escribas egípcios.
Um antigo barco usado nas expedições antigas (Galé).
Uma consequência de tudo isso, foi a invenção da
escrita, em vários lugares do
planeta ao mesmo tempo e de maneira independente, e que pela primeira vez, permitiu armazenar o
conhecimento de maneira mais segura que pela tradição oral, ao mesmo tempo que permitiu desenvolver a
burocracia governamental. As primeiras escrituras eram ideográficas, más logo evoluíram para sistemas fonéticos, tendo os
fenícios os crédito de criar o antecedente do
alfabeto moderno. Exemplos são os
hieróglifos ou a escrita
cuneiforme. No
Império Inca, desenvolveu-se a engenhosa solução dos
quipus. Em geral, a maioria dos povos da terra conhecem algum sistema de escrita ou de
símbolos desenhados ou escritos em torno do ano
1000 da
era cristã.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento na
navegação levou às primeiras audácias expedições de exploração. Do
Egito Antigo, partiram expedições para o
país do
Punt, e navegadores fenícios alcançaram a
Inglaterra, e provavelmente deram a volta na
África. Por sua parte, os
polinésios empreenderam uma marcha lenta e implacável pelo
Oceano Pacífico, colonizando lugares tão arejados como o
Havaí ou a
Ilha da Páscoa.
- Artígos relacionados: Galé.
Metais
Um machado da Idade dos metais feito de ferro.
Já desde a
Antiguidade, quase todas as grandes
civilizações aprenderam a trabalhar os
metais. O avanço dos trabalhos feitos a
pedra aos metais, fez os
instrumentos humanos ficarem mais versátios, significando uma grande
revolução. Geralmente, a
Idade dos Metais é dividida em três fases sucessivas:
Idade do Cobre,
Idade do Bronze e
Idade do Ferro. Durante a primeira (
Calcolítico) trabalhou-se o
cobre de maneira pura. Durante a segunda, descobriu-se que a junção de cobre e
estanho (
bronze) era mais resistente, se bem o estanho era um metal escasso (os fenícios iam buscar o estanho nas
Ilhas Britânicas). O manejo do
ferro foi mais tardio, porque suas técnicas tiveram que ser perfeccionadas. As técnicas descobertas para o trabalhar o ferro foi a
fundição, já que o ferro tem um ponto de
ebulição mais alto.
As aplicações dos metais foram enormemente variada. Dispensou-se a pedra na elaboração dos
machados para cortar
árvores, e a
madeira nas grades do
arado. Também permitiram a elaboração de
espadas para as
guerras.
Também nesta época apareceu o uso dos metais preciosos, incluindo o
ouro e a
prata, como o material de ricos enxovais funerários de numerosas
tumbas. Estes metais foram utilizados primeiramente para fazer ornatos, e como medida de riqueza depois, incluindo a acunhação de
moedas (foram complementadas com o cobre, para a moeda fracionada). Trabalhou-se também com os artefatos de luxo, as chamadas pedras preciosas e pedras semi-preciosas.
Antigamente se pensava que os povos da Idade dos Metais eram
pré-históricos, mas hoje em dia sabemos que muitos deles já eram altamente civilizados. Na
Grécia, por exemplo, a Idade do Bronze coincide com os
Reinos Micênicos, e no
Oriente Médio, o poderio
hitita explica-se em parte pelo
monopólio do segredo da fundição do ferro, enquanto que seu inimigos usavam espadas de bronze, mais frágeis.
Cultura e religião
As primeiras manifestações religiosas surgiram em tempos do homem de
Neanderthal. Eram cultos vinculados as práticas arcaicas. A primeira grande
religião conhecida foi o
culto da Grande Deusa Mãe, predominante na
Eurásia até bem avançada a
história da
civilização. Andando o tempo, com o desenvolvimento da vida na
sociedade, surgiram os cultos patriarcais. Também, a medida que as culturas e os ritos locais foram cruzando-se, surgiram
mitologias complexas e ciclos épicos.
O desenvolvimento da escritura permitiu o surgimento da vida
cultural. Assim, nasceu a
literatura. As obras mais antigas conservadas são
epopéias. Logo mais tarde, surge a literatura sapiencial. O estudo científico da história é mais tardio, e teve que esperar até os gregos como
Heródoto ou
Tucídides (
século V a.C.) para que que separe-se definitivamente da tradição religiosa e literária.
A primeira grande revolução filosófica aconteceu no
século VI a.C., época na que coincidiram, e provavelmente superam de suas respectivas doutrinas, as figuras de
Pitágoras de Samos,
Tales de Mileto, o Segundo
Isaías,
Zaratustra,
Buda,
Mahavira e
Confúcio. Não são os primeiros em suas respectivas tradições, mas acenderam a um mundo mais "globalizado" que seus precendentes.
A
ciência foi monopólio da classe alta, frequentemente dos
sacerdotes, e o baixo povo não tinha acesso a ela. Neste tempo fizeram-se as primeiras observações
astronômicas, desenvolveu-se a
medicina, e a necessidade de medir a terra e chegar a contabilidade comercial e tributária levaram ao desenvolvimento da
geometria e a
aritmética. Os antigos gregos levaram incluso a desenvolver as bases da
Álgebra.
- Religiões antigas: Judaísmo, Zoroastrismo, Atonismo, Budismo, Hinduísmo.
- Mitologias antigas: Mitologia grega, mitologia babilônica, mitologia egípcia, mitologia chinesa, mitologia japonesa, mitologia asteca, mitologia inca.
- Epopéias antigas: Epopéia de Gilgamesh, a Bíblia, a Ilíada, a Odisséia, o Ramayana.
- Outros artígos relacionados: Profeta, Filosofia, Upanishad.
Crescente fértil
Mapa da localização da crescente fértil.
A crescente fértil é uma
região localizada na
Ásia e
África, onde se desenvolveu as primeiras civilizações da
história. Essa região é um bom lugar para
práticas agrícolas. Algumas civilizações como:
Antigo Egito,
Hebreus,
Fenícios,
Mesopotâmicos, etc, se desenvolveram na crescente fértil. Os principais
rios da crescente fértil são: o
rio Eufrates,
rio Tigre,
rio Nilo,
rio Jordão, etc. A cresecente fértil recebeu esse
nome devido ao formato da região que se parece a
lua crescente. a região cobre uma
superfície de cerca de 400 000 a 500 000 km² e é povoada por 40 a 50 milhões de indivíduos. Ela estende-se das
planícies aluviais do Nilo, continuando pela margem
leste do
Mediterrâneo, em torno do
norte do
Deserto Sírio e através da
Península Arábica e da Mesopotâmia, até o
Golfo Pérsico.
Formação dos impérios
Escrita cuneiforme.
As primeiras civilizações surgiram na região da
Crescente Fértil e no vale do
rio Indo, regiões propícias a agricultura. O desenvolvimento levou a formação de grandes cidades que iriam levar a formação dos
Estados. Muitos destes Estados possuíam
exércitos para demonstrar a sua força e um grupo de políticos para controlar os interesses.
Mesopotâmia
-
A
Mesopotâmia (o nome "Mesopotâmia" ajuda a entender o lugar. A
palavra grega mesopotamia, em
português, significa "entre rios") está situada entre os
rios Eufrates e
Tigre, no
sudoeste da
Ásia. Embora seus limites territoriais variassem em diferentes períodos de sua
história, de modo geral a Mesopotâmia abrangia, na
Antiguidade, o território do atual
Iraque. Com raros obstáculos naturais, era uma
região de fácil acesso por todos os lados. Isso nos ajuda a entender por que tantos povos a dominaram. As
civilizações da Mesopotâmia desapareceram há quase 2,5 mil anos. Devido às sucessivas invasões, pelos povos
persas,
macedônios,
árabes,
mongóis, etc. a região foi perdendo vestígios de sua história. Suas
cidades foram destruídas ou abandonadas e, com o passar do tempo, foram cobertas pela terra. Além disso, as línguas que lá eram faladas desapareceram. Assim, o mundo mesopotâmico foi esquecido. No
século XIX, porém, pesquisadores europeus começaram a escavar a região. Desenterraram uma infinidade de
objetos e monumentos que foram transferidos para museus na Europa. Analisando esses objetos, arqueólogos e historiadores tentaram entender as civilizações que viveram na Mesopotâmia. A região da Mesopotâmia era muito usada para
irrigação de plantações. Os povos que viveram na região desenvolveram a
matemática,
astronomia,
escrita, etc. A região foi habitada por diversos povos, de
línguas e
culturas diferentes:
sumérios,
babilônios,
assírios e outros.
Sumérios
Estátua de Gudéia, governador de Lagash, uma das mais belas peças da escultura sumeriana e de toda a arte mesopotâmica (Museu do Louvre, Paris).
O primeiro povo a criar uma vida urbanizada na Mesopotâmia foram os
sumérios. Eles colonizaram os pantanais do Baixo Eufrates que, somando-se ao Tigre, deságua no
golfo Pérsico. A origem desse povo é praticamente desconhecida. Sua
língua não se assemelha a qualquer outra já conhecida. Um pouco antes do IV milênio a.C., os sumérios chegaram à Mesopotâmia, e, nos mil anos seguintes fundaram cidades e desenvolveram sua escrita
cuneiforme, gravada em tabuletas de
barro. Eles desapareceram há 4 mil anos.
Acadianos
Região conquistada pelos ácades, liderados por Sargão.
Ao
norte da
Suméria havia uma cidade semita chamada
Akkad (Ácade). Por volta de 2400 a.C., os ácades, liderados por
Sargão o Grande, o rei guerreiro, consquistaram as cidades sumérias. Os reis acadianos foram os primeiros a manifestar a ambição de governar o que consideravam ser a terra inteira. Por isso Sargão ficou conhecido como o "soberano dos quatro cantos do mundo". Os acadianos construíram um
império que se estendia do
golfo Pérsico ao
mar Mediterrâneo. Por volta de
2100 a.C., o Império Ácade desmoronou. Invasões conjugadas a disputas internas provocaram sua queda. Após um período de prolongados conflitos, por volta do
século XVIII a.C., o
rei da
Babilônia,
Hamurabi, realizou uma série de conquistas criando, na região, o Primeiro Império Babilônico.
Babilônios
Soldados americanos em frente da reconstrução das ruinas da Babilônia (
2003).
O Império Babilônico submeteu os
sumérios, os
acádios e os
assírios. Para governar povos tão diferentes,
Hamurabi organizou o primeiro código escrito de
leis de que se tem
notícia, o
Código de Hamurabi. O Código defendia basicamente a
vida e o
direito de propriedade; mas também contemplava a
honra, a
dignidade e a
família. Fundamentava-se sobretudo na
Lei do talião "olho por olho, dente por dente". Previa, portanto, que para se punir os
crimes, deveriam ser aplicados castigos como o
afogamento, a
amputação da
língua e de outras partes do
corpo, por exemplo.
A prosperidade econômica gerada pelas conquistas ajudou a transformar a
cidade da
Babilônia num dos grandes centros da
Antiguidade. Muitos
monumentos foram erguidos. O mais famoso deles é o zigurate de Babel, que aparece na
Bíblia como a
Torre de Babel. Apesar da riqueza desse período, ondas invasoras de
hititas e
cassitas, revoltas internas e a morte de
Hamurabi acabaram favorecendo o colapso do Império Babilônico e sua fragmentação.
A
região voltaria a ser dividida entre o
sul e o
norte, depois que os
reis cassitas, procedentes dos
montes Zagros, a
leste da
Mesopotâmia, derrubaram a
dinastia de Hamurabi. Os cassitas mantiveram a
cultura e as tradições babilônicas, mas transformaram o reino com uma ampla reestruturação administrativa. A dinastia cassita governou até cerca de
1430 a.C., e seu domínio foi marcado por uma significativa produção de
textos. Após o período da dinastia cassita, a Babilônia perdeu sua influência política, ao mesmo tempo que o poderio dos assírios crescia consideravelmente.
Assírios
O Império assírio em 824 a.C. (verde escuro) e 671 a.C. (verde claro).
Um touro alado assírio.
Os
assírios surgiram por volta de
1800 a.C.. Entre
883 a.C. e
612 a.C., consquistaram um vasto
império. Eram
guerreiros, impondo o domínio pelo terror: saqueavam, destruiam e massacravam os vencidos. Os assírios foram os primeiros povos a ter um
exército organizado, os jovens eram obrigados a participar do exército e de
guerras. O
auge do império assírio foi durante o reinado de
Sargão II,
Senaqueribe e
Assurbanipal. A principal
capital do império assírio era a
cidade de
Assur. Em 612 a.C., os
Medos tomaram as cidades de Assur e
Nínive, tormando assim, o fim do império assírio.
Caldeus
Representação dos jardins suspensos da Babilónia, como imaginados por Martin Heemskerck.
Os caudeus também são chamados de: "o segundo Império Babilônio". Após a derrota
assíria, a
Babilônia voltou a ser a
cidade mais importante da
Mesopotâmia. O
Império seria novamente reconstituído e viveria um novo apogeu sob o
governo de
Nabucodonosor (
século VI a.C.). Durante seu reinado (
604-
562 a.C.), Nabucodonosor empreedeu várias campanhas militares que lhe renderam muita riqueza. Uma sublevação do
reino de Judá obrigou-o a manter uma
guerra que durou de 598 a
587 a.C.,
ano em que destruiu
Jerusalém e deportou milhares de
judeus (o "
cativeiro da Babilônia", mencionado no
Antigo Testamento). As riquezas provenientes da expansão territorial permitiam a realização de obras grandiosas como
templos, jardins suspensos e grandes
palácios. Foram os caldeus que criaram os
Jardins Suspensos da Babilônia, no século VI a.C.. Com a
morte do
imperador, as lutas internas enfraqueceram a
região, que acabou ocupada pelos
persas em
539 a.C..
Egito Antigo
-
Na
África, a
civilização egípcia desenvolveu-se no fértil
vale do
rio Nilo. Inundado anualmente, durante a cheia, o Nilo depositava uma camada de
húmus sobre a
terra, que, cultivada, proporcionava
colheitas abundantes. Por meio da
construção de
diques e
barragens, o trabalho humano modificou o traçado do
rio e melhorou as plantações. A
agricultura gerava
grãos duros e resistentes como o
trigo e a
cevada, que, mantidos secos em armazéns, alimentavam contingentes populacionais cada vez maiores.
Pirâmides do Egito.
As
navegações a
remo e a
vela eram aperfeiçoadas continuamente. Para se ir ao
norte bastava seguir a
corrente do rio. Em sentido contrário era suficiente aproveitar os
ventos que sopram constantemente do
mar Mediterrâneo em direção ao
sul. À medida que as concentrações humanas aumentavam, algumas das
vilas que haviam se formado nas margens do rio Nilo tornavam-se comunidades locais e regionais conhecidas como
nomos.
Ao longo do
tempo os nomos foram se associando. Nasceram assim duas federações, uma ao norte e outra ao sul, e seus chefes foram elevados à dignidade real. Alguns
arqueólogos levantam a hipótesede que tal elite teria assumido o poder por conhecer como ocorriam determinados
fenômenos naturais (relacionando os períodos de cheias do rio com mudanças nas
estrelas, por exemplo).
Em
3200 a.C. a federação de nomos do sul (
Alto Egito), liderada por
Menés (ou
Narmer), marchou até o norte (
Baixo Egito) tomando
Mênfis, uma de suas principais
cidades. Foi estabelecido um novo governo unificado com o poder centralizado nas mãos de um único soberano - o
faraó Menés.
Sociedade egípcia
Desenho egípcio de um faraó.
Abaixo do
faraó encontrava-se a nobreza composta pela
família real, pelos altos
funcionários, e pela
casta dos
sacerdotes, que detinham muito poder e tinha influência com o faraó. Os sacerdotes administravam todos os bens que os fiéis e o próprio
Estado ofereciam aos
deuses. As funções da nobreza eram hereditárias, ou seja, passavam de
pai para
filho. Abaixo da nobreza, estavam os numerosos
escribas, funcionários modestos, inúmeros sacerdotes de pequenos
templos, oficiais militares,
artistas e
artesãos especializados a serviço do faraó ou da corte. E, finalmente, sustentando as outras camadas, na
base da
pirâmide, estavam os trabalhadores, que prestavam serviços sobretudo nas pedreiras,
minas, pirâmides, oficinas astesanais,
agricultura, etc.
Religião egípcia
Representação egípcia do deus Anúbis.
Após a
morte, a
alma seria conduzida pelo
deus Anúbis até o
Tribunal de Osíris. Levaria consigo o
Livro dos mortos, redigido pelos
escribas e que testemunhava suas
virtudes, e seria julgada pelo deus
Osíris na presença de 42 deuses. Seu
coração seria colocado num dos
pratos de uma
balança e deveria pesar menos que a
pena que se encontrava em outro prato. Se fosse absolvida, a alma retornaria para encontrar o
corpo. Para isso se faziam inscrições nas
parede dos
túmulos. Mas se fosse condenada, a alma seria devorada por uma deusa com a
cabeça de
crocodilo.
Os egípcios adoravam muitos deuses, por isso eram
politeístas. Alguns representavam o poder da
natureza, como o
Sol, a
Terra e a
Lua; outros representavam idéias, como a
verdade e a
justiça; e outros ainda misturavam a forma humana e
animal. Estes eram deuses antopozoomórficos.
De todos os deuses cultuados, o deus solar
Rá, depois chamado de Amon-Rá, era o mais importante, e Osíris era o mais popular de todas as camadas sociais. Amon-Rá era o deus criador de todos os deuses e navegava com sua barca sagrada pelo
céu. Amón-Rá adquiriu tanta importância que uma
cidade, chamada
Heliópolis, foi edificada para seu
culto. Para se chegar ao
templo, foi construída uma
avenida ladeada de
esfinges e
obeliscos. A influência
política dos sacerdotes de Heliópolis ameaçou muitas vezes o poder do próprio faraó.
Antigo Império (3200 a.C. - 2300 a.C.)
Esfinge de Gizé.
A
época dos
primeiros faraós ficou conhecida como
Antigo Império. Foi nesse
período que os faraós tornaram-se grandes
edificações. O
tijolo foi substituído pela
pedra para se construir as
pirâmides. Sob forte controle do
Estado, por volta do
século XXVII a.C., ergueram-se as pirâmides de
Quéops,
Quéfren e
Miquerinos, faraós da IV
dinastia, e a
esfinge de Gizé. O
território se estendeu e o
comércio marítimo no
Mediterrâneo oriental se ampliou.
Por volta de
2300 a.C. a relativa estabilidade do Antigo Império foi interrompida por diversos problemas internos: diminuição das
enchentes do
Nilo,
fome,
pestes,
gastos do Estado e revoltas sociais. Em meio às disputas pelo poder, os chefes dos nomos tornaram-se mais independentes. Aos poucos o poder centralizador do faraó ia desaparecendo. A crise
política desorganizava a produção agrícola, fragilizando ainda mais a
economia. Era o início de uma época de dificuldades que facilitariam as invasões asiáticas. O Antigo Império chegou ao fim.
Médio Império (2000 a.C. - 1580 a.C.)
Desenho egípcio no papiro.
No
século XXII a.C., os governantes de
Tebas afirmaram seu poder e fundaram a XI
dinastia, dos Mentuhoep, dando início ao
Médio Império, com
capital em Tebas. Os
canais de
irrigação e contenção foram ampliados e as
áreas de
agricultura cresceram. O
comércio também se desenvolveu, favorecendo maior contato com outros
povos. A
construção de
templos e
tumbas marcava a
força de um
Estado que privilegiava poucos e explorava as comunidades camponesas. Questões sociais e econômicas mais uma vez alimentavam as pressões
políticas e abalavam o
poder dos faraós. Os camponeses protestavam enquanto as
elite locais voltavam a exigir mais poder. As divisões internas facilitaram a penetração dos
hebreus e dos
hicsos, que tiveram seu domínio facilitado pelo uso em larga escala de
cavalos,
carros de
guerra e
armas mais resistentes, desconhecidas dos egípcios. Após quase dois
séculos de domínio dos hicsos, os egípcios conseguiram se rearticular e expulsaram o invasor. A unidade política foi restabelecida inaugurando-se o
Novo Império.
Novo Império (1580 a.C. - 525 a.C.)

Mapa do Egito Antigo na época do Novo Império.
O
sentimento de identidade cultural que crescia entre os egípcios, em meio à
luta contra os
hicsos, acabou voltando-se contra os
hebreus, que findaram dominados e escravizados. Por volta de
1250 a.C., os hebreus, sob
liderança de
Moisés, conseguiram fugir do
Egito, no
episódio que ficou conhecido como
Êxodo, registrado no
Antigo Testamento da
Bíblia.
No
Novo Império, um Egito militarizado ampliava seus
domínios. Alargaram-se as
fronteiras, da
Núbia até o
Eufrates. Ocorre uma
aceleração no
intercâmbio cultural e comercial com outros
povos. Os
fenícios, por exemplo, adquiriram os excedentes agrícolas egípcios e os revendiam por toda a
bacia do
Mediterrâneo.
Luxo e poder econômico permitiram as grandes construções desse período. Mais uma vez o
faraó se impunha como senhor supremo do Egito.
Época Greco-romana
Templo de Edfu dedicado ao deus Hórus, uma obra construída durante a era ptolomeica.
Em
404 a.C. os egípcios conseguiram reconquistar o poder, mas os
persas tomam de novo o
país em
343 a.C.. Em
332 a.C. Alexandre Magno conquista o
Egipto; quando morre, em
323 a.C.,
Ptolemeu, um dos seus generais, torna-se
governador e em
305 a.C. rei. Ptolemeu, de origem
macedónia, dá origem à
dinastia dos Lágidas que governa o Egipto nos próximos
três séculos. A última representante desta dinastia foi a famosa
rainha Cleópatra VII, derrotada em
31 a.C. pelos Romanos na Batalha de Ácio. Em
30 a.C. o Egipto transformou-se numa
província de
Roma, administrada por um prefeito de origem equestre. Enquanto província, o Egipto teve uma importância fundamental para Roma, pois era do seu
território que vinha o
cereal do
império.
Hebreus
-
A
Bíblia é um dos principais
documentos de pesquisa sobre os hebreus. Através de sua
leitura e de pesquisas arqueológicas, entedemos que eles eram
pastores originalmente nômades provenientes das regiões da
Mesopotâmia. Posteriormente se fixaram nas
terras de
Canaã, antiga
Palestina, e ali viveram durante cerca de
dois séculos, dedicando-se à
agricultura e ao pastoreio.
Crescentes dificuldades econômicas provocaram a
migração de muitos hebreus para as regiões férteis nas margens do
rio Nilo. Por muito tempo os hebreus viveram no
Egito. Após a expulsão dos invasores hicsos, eles podem ter sido escravizados, permanecendo em
território egípcio até por volta de
1250 a.C., quando foram guiados por
Moisés de volta à Palestina.
Monte Sinai.
A volta dos hebreus à Palestina é conhecida como
Êxodo, e teria durado cerca de 40
anos. Segundo a Bíblia, foi durante essa viagem que Moisés, no alto do
monte Sinai, recebeu de
Iavé (
Deus) a Tábua dos
Dez Mandamentos, que deveria guiar o comportamento dos hebreus. O patriarca
Josué, que substituiu Moisés ainda durante a volta à Palestina, liderou a
luta pela reconquista do território dos hebreus, que estava ocupado por vários povos organizados em
tribos. Essa luta elevou a importância dos juízes, nomeados para comandar a expulsão da tribo dos filisteus da Palestina.
Samuel, o último dos juízes, tentou promover a união das 12 tribos que ocupavam a região, mas isso só ocorreria sob a liderança de
Saul, considerado o primeiro rei dos hebreus.
Reconstituição do Templo de Jerusalém.
Seu sucessor,
Davi, garantiu a
consolidação do Estado hebraico, caracterizado pela centralização do poder nas mãos do
rei, que ainda exercia as funções de chefe político, militar e religioso. Davi foi substituído pelo rei
Salomão, que construiu o
Templo de Jerusalém, entre outras obras públicas, fez uma aliança comercial com os fenícios, que dominavam o comércio no
Mediterrâneo, e também instituiu inúmeras datas religiosas. Além disso, decretou o trabalho compulsório, explorando sobretudo a população camponesa.
A
política social e os altos
impostos criados por Salomão geraram um grande descontentamento popular, que explodiu com sua
morte (cerca de
930 a.C.) provocando o
Cisma, isto é, separação das 12 tribos hebraicas em dois
reinos:
Israel e
Judá. Israel reunia as dez tribos do
norte e tinha por
capital Samaria, já o Reino de Judá era formado por duas tribos do
sul, com capital em
Jerusalém. A
divisão favoreceu a invasão estrangeira. O rei babilônico
Nabucodonosor dominou a região levando os hebreus para a
Babilônia, período que ficou conhecido como o
Cativeiro da Babilônia.
Em
539 a.C., os persas conquistaram o Império Babilônico e permitiram a volta dos hebreus para a Palestina. Em 333 a.C. a Palestina foi dominada por
Alexandre Magno, da
Macedônia, e em
70 a.C. pelos romanos, que destruíram o Templo de Jerusalém provocando a revolta dos hebreus. O movimento foi reprimido e os hebreus, expulsos da Palestina, provocandosua dispersão pelo mundo, que ficou conhecida como
Diáspora.
Império Persa
-
Império persa em 490 a.C.
Os persas, povo
indo-europeu, originário do
sul do
Irã, conquistaram, sob o comando de
Ciro o Grande, as
terras entre os
rios Nilo, no
Egito, e Indo, na
Índia, no período de
550 a.C. a
525 a.C. Fenícios,
hebreus e mesopotâmicos foram dominados pelos persas. Eles fundaram num único
império todos os povos do Oriente Próximo e sintetizaram as tradições culturais da
região. Administrativamente, esse imenso império era dividido em 20
províncias (
satrapias) dotadas de relativa autonomia e um surpreendente
sistema de
comunicação postal. Cada satrapia era administrada por um
governador (
sátrapa) responsável perante o
imperador.
Para se proteger contra a subversão, o
rei empregava agentes especiais - "os olhos e os ouvidos do imperador" -, que supervisionavam as atividades dos sátrapas. O império era unificado por uma
língua única, o
aramaico (a língua dos arameus da
Síria), usada pelos
funcionários governamentais e pelos comerciantes. Outros elementos unificadores eram a rede de
estradas e o sistema comum de
pesos e medidas e de cunhagem da
moeda, o dárico, válida em todo o
território do império.
Religião persa
O
Faravahar (ou Ferohar), representação da alma humana antes do nascimento e depois da morte, é um dos símbolos do zoroastrismo.
A
civilização persa criou uma nova
religião, o
masdeísmo, fundada por
Zaratustra (em
grego, Zoroastro), cuja divindade era
Aura Mazda (a
luz). Os persas cultuavam, também,
Ormuz, o criador de
espíritos benéficos, e
Arimã, o espírito das
trevas,
mau e destruidor entre os quais as pessoas tinham
liberdade de escolher aquele que iria seguir. A recompensa por ser bom e dizer sempre a verdade era a
vida eterna, no
Paraíso. O
castigo pelo comportamento oposto era ser lançado num reino de trevas e
sofrimento.
Fenícios
-
Uma pequena escultura de origem fenícia.
As transformações das
sociedades no
Egito e na
Mesopotâmia vieram acompanhadas do desenvolvimento de povos vizinhos. É o caso dos fenícios, dos
hebreus e, por fim, dos
persas. Esses povos, no entanto, não encontraram as mesmas facilidades para desenvolver a
agricultura. Seus caminhos foram outros.
Chamou-se Fenícia a antiga
região que se estendia pelo
território do que mais tarde seria o
Líbano, parte da
Síria e da
Palestina. Habitada por um povo de
artesãos,
navegadores e comerciantes, suas cidades principais foram
Biblo (futura
Jubayl),
Sídon (Saída),
Tiro (Sur), Bérito (
Beirute) e
Arad.
Os fenícios chegaram às costas da
Ásia Menor por volta de 3000 a.C. No começo, estiveram divididos em pequenos Estados locais, dominados às vezes pelos impérios da Mesopotâmia e do Egito. Apesar de submetidos, os fenícios conseguiram desenvolver uma florescente atividade econômica que lhes permitiu, com o passar do tempo, transformar-se numa potência comercial do mundo banhado pelo
Mediterrâneo.
Foram os gregos que os chamaram de
Phoiníke, "país da púrpura". A
púrpura, subtância usada para tingir
tecidos, era um dos produtos fenícios mais requisitados. Os tecidos
vermelhos faziam sucesso naquela época. As elites na
Antiguidade gostavam de usá-los como sinal de posição social elevada.
A cidade de Tiro assumiu um papel fundamental na região. Em pouco tempo, muitos de seus habitantes participaram das rotas comerciais do interior, comercializando principalmente
madeira de
cedro,
azeite e
perfumes. Mercadores fenícios estavam presentes na
península Ibérica, no
sul da Palestina, em
Cartago e, no
norte da
África, assim como no Egito, sobretudo na região do
delta do Nilo.
O comércio se fez principalmente pelo
mar, o que contribuiu para desenvolver a habilidade dos fenícios como construtores navais e navegadores. Sua fama de construtores de
barcos se espalhou entre os egípcios. Estes, em suas inscrições nas
pirâmides, contam por volta de
2600 a.C. compraram 40 embarcações fenícias, feitas de cedro, um tipo de madeira clara.
Alfabeto fenício e o atual.
A navegação também favoreceu o desenvolvimento da
Astronomia, enquanto as necessidades comerciais impulsionaram a
Matemática. Ao mesmo tempo desenvolveram sua mais significativa contribuição para a
humanidade: um
alfabeto fonético simplificado, composto de 22
letras. Todas as
palavras poderiam ser representadas pela
combinação de letras evitando a necessidade de memorizar milhares de
diagramas. Assimilando, por gregos e romanos, serviu de base para o alfabeto ocidental atual.
China Antiga
-
A
Civilização Sínica (
chinesa) é uma das oito
civilizações contemporâneas e uma das mais antigas ainda existentes. Sua principal base é
confuciana mas o
taoismo e o
budismo também possuem papeis relativamente importantes na formação de uma identidade cultural.
Recebendo o nome de seu maior expoente, a China, esta civilização abrange também países como
Coréia do Norte,
Coréia do Sul,
Nepal,
Tibete,
Butão,
Singapura,
Taiwan,
Tailândia e marginalmente
Mongólia e
Vietnã incluindo também grupos isolados que se espalharam pela
diáspora chinesa ao redor do mundo.
Índia Antiga
-
Os dravidianos habitaram o vale do
rio Indo e
Ganges desde 2500
a.c.. Em 1750 a.c., a região
norte foi invadida pelos
arianos, que dominam a península. Do confronto entre os dois povos nasce a civilização
hindu. Dissolve-se em diversos reinos independentes de 185 a.c. até o ano
320 da
era comum, quando a dinastia Gupta conquista a hegemonia. Escitas e
hunos destróem a dinastia em
535, dividindo o reino em dois
Estados.
Possuíram
agricultura avançada, com plantações
irrigadas por canais. Desenvolveram a
metalurgia (exceto a do
ferro) e o comércio
fluvial. A
sociedade era dividida em
castas: a dos sacerdotes (brâmanes), dos guerreiros (chátrias), dos camponeses (vaisia) e dos servos (sudras). Os párias, marginalizados, não têm casta e podem ser escravizados. As regras sociais eram ditadas pelo
Código de Manu, elaborado pelos
sacerdotes. Utilizavam formas geométricas, animais e motivos religiosos nas gravuras, na cerâmica e nas edificações. A religião era politeísta e o deus principal,
Shiva. A partir de 1500 a.c., seguiram os
vedas (saber sagrado), os mais antigos documentos da literatura sacra. Admitem inúmeras divindades subjetivas (verdade, juramento) e naturais (aurora, fogo, Sol). Por volta de 525 a.c., o príncipe
Sidarta Gautama torna-se
Buda e passa a difundir o budismo.
Japão Antigo
-
Duas
crônicas semi-
míticas, o Kojiki (registros de assuntos antigos) e o Nihon shoki ou Nihongi (Crônicas do
Japão), o primeiro compilado em 712
d.c. e o segundo em 720 d.c., são os registros mais antigos da
história japonesa, juntamente com os relatos
chineses. Essas crônicas falam dos sucessos ocorridos entre os séculos
VII a.C. e
VII d.c. e são as principais fontes da
história antiga do Japão.
Os primeiros colonos do arquipélago japonês provavelmente procediam da zona oriental da
Sibéria durante o
neolítico, por volta do ano 3000 a.c., mas a evidência linguística sugere também a presença de alguns colonizadores das ilhas
polinésias. Também é possível que os
ainos tenham chegado ao arquipélago durante essa primeira fase, mas nos primeiros tempos predominavam os protojaponeses de raça
mongol.
O
Monte Fuji, um
vulcão inativo, é o monte mais alto do Japão e seu símbolo nacional mais famoso. Esta
montanha, de 3.776 m, encontra-se ao sul de
Honshu, perto de
Tóquio, e é um lugar muito visitado por turistas e peregrinos. Nas encostas do monte Fuji, há numerosos
templos e
santuários.
África Antiga
-
Mapa das civilizações africanas antes da colonizção europeia.
Pode dizer-se que a história recente ou "moderna" da África, no sentido do seu registro
escrito, começou quando povos de outros continentes começaram a registrar o seu conhecimento sobre os
povos africanos – com excepção do
Egito e provavelmente dos antigos reinos de
Axum e
Meroe, que tiveram fortes relações com o Egito.
Assim, aparentemente, a história da
África oriental começa a ser conhecida a partir do
século X, quando um estudioso viajante
árabe,
Al-Masudi, descreveu uma importante atividade comercial entre as nações da região do
Golfo Pérsico e os "Zanj" ou negros africanos. No entanto, outras partes do continente já tinham tido início a
islamização, que trouxe a estes povos a
língua árabe e a sua escrita, a partir do
século VII.
As
línguas bantu só começaram a ter a sua escrita própria, quando os
missionários europeus decidiram publicar a
Bíblia e outros documentos religiosos naquelas línguas, ou seja, durante a
colonização do continente, pelo menos, da sua parte subsaariana.
As primeiras
civilizações surgiram na África na Antiguidade:
Grécia antiga
-
Mundo minóico
-
Ruínas do palácio de
Knossos, em Creta.
As escavações arqueológicas na
ilha de
Creta, no final do
século XIX, levaram à descoberta das origens da
civilização grega.
Cretenses formaram uma civilização centrada no
palácio, eixo da vida social, e na
cidade. Pelos restos arqueológicos foi possível concluir que eles estavam acostumados a viagens por
mar e tinham contatos com a
civilização egípcia. Produtos cretenses foram descobertos no
Egito e produtos egípcios, em Creta.
Da mesma maneira que no Egito Antigo, em Creta, a
religião e a vida social estavam intimamente integradas. A
arte exprimia temas religiosos, e símbolos sagrados eram colocados nos palácios e lares. Na
política, o
rei possuia o poder político e religioso. Como sumo
sacerdote, suas leis simbolizavam a força dos
deuses, e não a dos homens.
Os centros da civilização minóica, assim chamada em homenagem ao rei
Minos, foram destruídos por volta de
1450 a.C. A causa tem sido objeto de grandes debates. Para alguns historiadores, deveu-se a uma poderosa
erupção vulcânica. No entato, a maioria afirma que resultou da invasão e da pilhagem levada a cabo por gregos, conhecidos como
micênicos, procedentes do
continente europeu. Os micênicos teriam invadido, assimilado a cultura cretense e, posteriormente, superado e submetido a ilha de Creta. Os minóicos não se recuperaram e, em dois
séculos, sua civilização desapareceu. No entanto, sua participação na origem da civilização grega foi fundamental.
Cultura Grega
Os remanescentes da cultura da
Grécia clássica conservam-se principalmente em
Atenas,
Esparta,
Micenas,
Argos e outros sítios, enquanto as
esculturas e outros objetos de
arte exibidos nos museus gregos (Nacional, de Heracléia, da Acrópole, etc.), e dos principais centros culturais do mundo constituem uma lembrança permanente de copiosa herança cultural helênica, que ainda continua viva na educação dos gregos.
Na
Grécia moderna destacaram-se sobretudo os
poetas. Adquiriu fama internacional
Konstantinos Kaváfis, grego de
Alexandria que escreveu cerca de duas centenas de poemas, inéditos até sua morte. Comparado ao português
Fernando Pessoa, seu contemporâneo e também marcado por uma nostalgia da antiga glória de seu país, Kaváfis é autor da frase "somos todos gregos". Destacam-se também Georgios Seferis, agraciado com o
Prêmio Nobel de literatura de
1963; Angelos Sikelianos; Odysseus Elytis, que obteve o prêmio Nobel em
1979; e Yannis Ritsos. O romancista de maior sucesso é o cretense
Níkos Kazantzákis, autor de
Zorba, o grego e
A última tentação de Cristo.
Dentre os
músicos gregos com fama internacional destacam-se Manos Hadjidakis e Mikis Theodorakis. A busca e a sistematização do patrimônio musical popular, que é o objetivo básico de famosos músicos e pesquisadores, tem incentivado a criação de grande número de corais que participam de concursos internacionais. Depois da independência política, a arte grega se inspirou inteiramente na arte ocidental. Entre os pintores figurativos destacam-se Iannis Moralis e Nicos Kontopulos; e entre os abstratos, Alexos Kontopulos e Iannis Spyrapulos. Na escultura devem ser mencionados Vassilakis Takis e Alex Mylona.
Foi na Grécia Antiga, na cidade de
Olímpia, que surgiram os
Jogos Olímpicos em homenagem aos deuses. Os gregos também desenvolveram uma rica mitologia.
Até os dias de hoje a
mitologia grega é referência para estudos e livros.
A
filosofia também atingiu um desenvolvimento surpreendente, principalmente em Atenas, no
século V a.C. (período clássico da Grécia).
Platão e
Sócrates são os filósofos mais conhecidos deste período.
As regiões naturais da Grécia são: a
Macedónia e
Trácia, ao norte, montanhosas e com planícies litorâneas de origem aluvial; a
Grécia Central, onde se encontram a
Tessália e a
Ática, com férteis vales; o
Peloponeso, zona muito montanhosa mas com vales litorâneos; e
Creta, a maior ilha do país, com montanhas que atingem quase 2.500m de altitude.
Roma Antiga
-
Roma Antiga é o nome dado à
civilização que se desenvolveu a partir da cidade de
Roma, fundada na
península Itálica durante o
século VIII a.C.. Durante os seus doze séculos de existência, a civilização romana transitou
da monarquia para uma
república oligárquica até se tornar num vasto
império que dominou a
Europa Ocidental e ao redor de todo o
mar Mediterrâneo através da
conquista e assimilação cultural. No entanto, um rol de factores sócio-políticos causou o seu
declínio, e o império foi dividido em dois. A
metade ocidental, onde estavam incluídas a
Hispânia, a
Gália e a
Itália, entrou em colapso definitivo no
século V e deu origem a vários reinos independentes; a metade oriental, governada a partir de
Constantinopla passou a ser referida, pelos historiadores modernos, como
Império Bizantino a partir de
476 d.C., data tradicional da queda de Roma e aproveitada pela
historiografia para demarcar o início da
Idade Média.
A civilização romana é tipicamente inserida na chamada
Antiguidade Clássica, juntamente com a
Grécia Antiga, que muito inspirou a
cultura deste povo. Roma contribuiu muito para o desenvolvimento no
mundo ocidental de várias áreas de estudo, como o
direito, teoria militar,
arte,
literatura,
arquitetura,
linguística, e a
sua história persiste como uma grande influência mundial, mesmo nos dias de hoje.
Império Romano
-
O
Império Romano é a fase da história da
Roma Antiga caracterizada por uma forma
autocrática de governo. O Império Romano sucedeu a
República Romana que durou quase 500 anos (
509 a.C. –
27 a.C.) e tinha sido enfraquecida pelo conflito entre
Caio Mário e
Sulla e pela
guerra civil de
Júlio César contra
Pompeu.
[1] Muitas datas são comumente propostas para marcar a transição da República ao Império, incluindo a data da indicação de Júlio César como ditador perpétuo (
44 a.C.), a vitória do herdeiro de
Otávio na
Batalha de Áccio (
2 de setembro de
31 a.C.), ou a data em que o senado romano outorgou a Otávio o título honorífico
Augusto (
16 de janeiro de 27 a.C.).
[2]
Assim, Império Romano tornou-se a designação utilizada por convenção para referir ao
estado romano nos séculos que se seguiram à reorganização política efectuada pelo primeiro
imperador,
César Augusto. Embora
Roma possuísse
colónia e
províncias antes desta data, o estado pré-Augusto é conhecido como República Romana.
Os historiadores fazem a distinção entre o
principado, período de Augusto à
crise do terceiro século, e o
domínio ou dominato que se estende de
Diocleciano ao fim do
império romano do ocidente. Durante o principado (do
latim princeps, "primeiro"), a natureza autocrática do regime era velada por designações e conceitos da esfera republicana, manifestando os imperadores relutância em se assumir como poder imperial. No dominato (de
dominus, "senhor"), pelo contrário, estes últimos exibiam claramente os sinais do seu poder, usando coroas, púrpuras e outros ornamentos simbólicos do seu
status.
Cultura Romana
-
Cristianismo
O
cristianismo é uma
religião monoteísta baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus, tais como estes se encontram recolhidos nos
Evangelhos, parte integrante do
Novo Testamento. Os cristãos acreditam que Jesus é o
Messias e como tal referem-se a ele como Jesus
Cristo. Com cerca de 2,13 bilhões de adeptos, o cristianismo é hoje a maior religião mundial. É a religião predominante na
Europa,
América,
Oceania e em grande parte de
África e partes da
Ásia.
O cristianismo começou no
século I como uma seita do
judaísmo, partilhando por isso textos sagrados com esta religião, em concreto o
Tanakh, que os cristãos denominam de
Antigo Testamento. À semelhança do judaísmo e do
Islão, o cristianismo é considerado como uma
religião abraâmica.
Segundo o Novo Testamento, os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez "cristãos" em
Antioquia (Actos 11,26).
Queda do Império Romano
-
A
queda do Império Romano foi causada por uma série de fatores que fragilizaram o
Império Romano e por fim facilitaram as
invasões bárbaras e a derrubada final do
Estado romano. Em geral, a expressão "queda do Império Romano" refere-se ao fim do
Império Romano do Ocidente, ocorrido em
476 d.C., com a tomada de
Roma pelos
hérulos, uma vez que a parte oriental do Império, que posteriormente os historiadores denominariam
Império Bizantino, continuou a existir por quase mil anos, até
1453, quando ocorreu a
Queda de Constantinopla.
Islamismo
O
Islão ou
Islã (do
árabe الإسلام,
transl. al-Islām) é uma
religião monoteísta que surgiu na
Península Arábica no
século VII, baseada nos ensinamentos religiosos do profeta
Maomé (
Muhammad) e numa escritura sagrada, o
Alcorão. A religião é conhecida ainda por
islamismo.
Na visão muçulmana, o Islão surgiu desde a criação do homem, ou seja, desde Adão sendo este o primeiro profeta dentre inúmeros outros, para diversos povos, sendo o último deles Maomé
Cerca de duzentos anos após Maomé, o Islão já se tinha difundido em todo o
Médio Oriente, no
Norte de África e na
península Ibérica, bem como na direcção da antiga
Pérsia e
Índia. Mais tarde, o Islão atingiu a
Anatólia, os
Balcãs e a
África subsaariana. Recentes movimentos migratórios de populações muçulmanas no sentido da
Europa e do continente
americano levaram ao aparecimento de comunidades muçulmanas nestes territórios
A mensagem do Islão caracteriza-se pela sua simplicidade: para atingir a salvação basta acreditar num único Deus,
rezar cinco vezes por dia, submeter-se ao jejum anual no mês do
Ramadão, pagar
dádivas rituais e efectuar, se possível, uma
peregrinação à cidade de
Meca.
O Islão é visto pelos seus aderentes como um modo de vida que inclui instruções que se relacionam com todos os aspectos da actividade humana, sejam eles
políticos,
sociais,
financeiros, legais, militares ou interpessoais. A distinção
ocidental entre o espiritual e temporal é, em teoria, alheia ao Islão.
Império Bizantino
-
O
Império Bizantino ou Reinado Bizantino (em
grego: Βασιλεία Ῥωμαίων), inicialmente conhecido como
Império Romano do Oriente ou
Reinado Romano do Oriente, sucedeu o
Império Romano (cerca de
395) como o império e reinado dominante do
Mar Mediterrâneo. Sob
Justiniano I, considerado o último grande imperador
romano, dominava áreas no atual
Marrocos,
Cartago, sul da
França e da
Itália, bem como suas ilhas,
Península Balcânica,
Anatólia,
Egito,
Oriente Próximo e a
Península da Criméia, no
Mar Negro. Sob a perspectiva ocidental, não é errado inserir o Império Bizantino no estudo da
Idade Média, mas, a rigor, ele viveu uma extensão da
Idade Antiga. Os historiadores especializados em Bizâncio em geral concordam que seu apogeu se deu com o grande imperador da dinastia Macedônica,
Basílio II Bulgaroctonos (Mata-Búlgaros), no início do
século IX. A sua regressão territorial gradual delineou a história da
Europa medieval, e sua
queda, em
1453, frente aos
turcos otomanos, marcou o fim da Idade Média.
Idade Média
-
Modo de vida no feudalismo.
Os grandes impérios da Antiguidade acabaram sucumbindo por diversos motivos. Dinastias se revezam no poder na China e o Império Romano se divide em duas partes autônomas que mais tarde acabam sendo conquistadas. Na
Europa destaca-se o final do
Império Romano do Ocidente, coincidindo com a expansão do
cristianismo e a invasão das tribos germânicas. Com a queda do império ocidental a Europa mergulha na
Idade Média marcada pelo
feudalismo levando ao esfriamento do comércio e da expansão do conhecimento.
No
oriente médio neste mesmo período pode ser destacado o surgimento do
Islamismo liderado pelo profeta
Muhammad. Sob a bandeira da religião os árabes se unem para expandir seu território para o norte da
África e na direção oriental a região do
Iraque e do
Irã. Os árabes contribuem significativamente para a ciência no período, com destaques como
Avicena, estudioso de medicina.
Cultura Medieval
-
Grandes Mudanças na Idade Média
Os burgueses eram os habitantes dos
burgos, que eram pequenas
cidades protegidas por
muros. Como eram pessoas ricas, que trabalhavam com dinheiro, não eram bem vistas pelos integrantes do
clero católico, que era quem, até essa altura era o principal detentor da
riqueza. Os mais pobres ficavam fora das muralhas e eram denominados de "extraburgos".
No entanto, os burgueses não sonhavam com enriquecer-se nem, muito menos, com tomar o
poder. Desprezados pelos
nobres e pelos
artesãos, estes burgueses eram herdeiros da classe medieval dos
vilões e, por falta de alternativas, dedicaram-se ao
comércio, que, alguns séculos mais tarde, serviria de base para o surgimento do
capitalismo.
Com a aparição da doutrina
marx, a partir do
século XIX, a burguesia passou a ser identificada como a
classe dominante do modo de produção capitalista e, como tal, lhe foram atribuídos os méritos do
progresso tecnológico, mas foi também responsabilizada pelos males da
sociedade contemporânea. Os
marxistas cunharam também o conceito de "pequena burguesia", que foi como chamaram o setor das
camadas médias da sociedade atual, regido por valores e aspirações da burguesia.
As
igrejas do Período Medieval, além de dar o conhecimento religioso aos católicos, tomaram conta do ensinamento nas
escolas, que ficavam no fundo dos
mosteiros, mas a burguesia proibiu a igreja de continuar a dar aulas, quem tomara conta do ensino eram os burgueses que, além do conhecimento religioso, ensinavam o que era preciso para ser um burguês, ou seja, ensinavam o comércio e o conhecimento dos
números.
O
renascimento comercial-urbano na
Europa, deu-se na
Baixa Idade Média.
Cidades italianas como Florença e Veneza foram as principais impulsionadoras das atividades comerciais na Europa, principalmente por fornecerem as especiarias vindas do Oriente, já que tinham controle sobre o Mediterrâneo. O desenvolvimento e intensificação das feiras-livres cresceu junto com a produção agrícola. O fluxo das especiarias e as feiras possibilitaram a estruturação e surgimento de rotas de comércio ligando as cidades aos pontos de comércio (esse conjunto de ligações pode ser chamado de entroncamento), que cresciam e se desenvolviam economicamente, com destaque para Champanhe (França) e Flandres (Bélgica).
A retomada do uso da moeda (as principais da época: Florim de Ouro e Ducado de Ouro) auxiliou nas ações financeiras, como as atividades de crédito e bancárias, na retomada do trabalho assalariado e na formação de associações de controle da produção e comércio, em destaque:
- Hansas/Ligas Hanseáticas: associações de mercadores (monopólio do comércio local, controle da concorrência estrangeira, regulamentação de preços).
- Corporações de Ofício/Guildas: associações de artesãos (monopólio das atividades artesanais, controle da concorrência, regulamentação de preços, estabelecimento de normas de produção, controle de qualidade e assistência aos membros).
Renascimento
Renascimento ou
Renascença são os termos usados para identificar o período da
História da Europa aproximadamente entre fins do
século XIII e meados do
século XVII quando diversas transformações em uma multiplicidade de áreas da vida humana assinalam o final da
Idade Média e o início da
Idade Moderna. Apesar destas transformações serem bem evidentes na
cultura,
sociedade,
economia,
política e
religião, caracterizando a transição do
feudalismo para o
capitalismo e significando uma ruptura com as estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas
artes, na
filosofia e nas
ciências
Chamou-se "Renascimento" em virtude da redescoberta e revalorização das referências culturais da antiguidade clássica, que nortearam as mudanças deste período em direção a um ideal
humanista e
naturalista. O termo foi registrado pela primeira vez por
Giorgio Vasari já no
século XVI, mas a noção de Renascimento como hoje o entendemos surgiu a partir da publicação do livro de
Jacob Burckhardt A cultura do Renascimento na Itália (
1867), onde ele definia o período como uma época de "descoberta do mundo e do homem
.Apesar do grande prestígio que o Renascimento ainda guarda entre os críticos e o público, historiadores modernos têm começado a questionar se os tão divulgados avanços merecem ser tomados desta forma.
O Renascimento cultural manifestou-se primeiro na região italiana da
Toscana, tendo como principais centros as cidades de
Florença e
Siena, de onde se difundiu para o resto da
Itália e depois para praticamente todos os países da
Europa Ocidental. A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou maior expressão, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na
Inglaterra,
Alemanha,
Países Baixos e, menos intensamente, em
Portugal e
Espanha, e em suas colônias americanas.
Renascimento Científico
-
Reforma Protestante
-
A
Reforma Protestante foi um
movimento reformista cristão iniciado no
século XVI por
Martinho Lutero, que, através da publicação de suas
95 teses,
protestou contra diversos pontos da
doutrina da Igreja Católica, propondo uma reforma no
catolicismo. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os
Cinco solas.
Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes
europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na
Alemanha, e estendendo-se pela
Suíça,
França,
Países Baixos,
Reino Unido,
Escandinávia e algumas partes do
Leste europeu, principalmente os
Países Bálticos e a
Hungria. A resposta da
Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como
Contra-Reforma ou Reforma Católica, iniciada no
Concílio de Trento.
O resultado da Reforma Protestante foi a divisão da chamada
Igreja do Ocidente entre os
católicos romanos e os
reformados ou
protestantes, originando o
Protestantismo.
Descobertas
-
-
O feudalismo europeu acaba sucumbindo com o
Renascimento comercial e cultural, que floresce novamente com a abertura comercial. Alguns países europeus se adiantam e iniciam a
expansão ultramarina em busca de novos territórios e novas rotas de comércio pelos
oceanos, destacando-se os países da
Península Ibérica formados após a guerra de reconquista contra os mouros. Neste contexto está o
descobrimento da América, o
descobrimento do Brasil e a
colonização do Novo Mundo.
A colonização leva ao choque de diferentes grupos humanos, cada um em um diferente momento na história. Algumas civilizações americanas já se encontravam bem desenvolvidas como
maias e
astecas, outras ainda se encontravam em um período anterior ao surgimento da escrita.
América Pré-Colombiana
Pré-colombiano é o período da história ocorrido antes do "descobrimento" da
América pelo navegador
Cristóvão Colombo. O evento da descoberta, entretanto, não é o marco fixo delimitador deste período, já que vastas extensões de terra e muitas populações só vieram a ser atingidas posteriormente. Assim, a expressão "período pré-colombiano" designa a história ou o estado cultural dos habitantes das Américas, antes de seu encontro com os europeus.
Astecas
-
Os
astecas (
1325 até
1521; a forma
azteca também é usada) foram uma
civilização mesoamericana,
pré-colombiana, que floresceu principalmente entre os
séculos XIV e
XVI, no
território correspondente ao atual
México.
Na sucessão de povos mesoamericanos que deram origem a essa civilização destacam-se os
toltecas, por suas conquistas civilizatórias, florescendo entre o
século X e o
século XII seguidos pelos chichimecas imediatamente anteriores e praticamente fundadores do Império Asteca com a queda do
Império Tolteca.
O
idioma asteca era o
nahuatl.
Os astecas foram derrotados e sua civilização destruída pelos
conquistadores espanhóis, comandados por
Fernando Cortez.
Incas
-
Ver artigo principal: Incas -
O
Império Inca (
Tawantinsuyu em
quíchua) foi um
Estado-nação que existiu na
América do Sul de cerca de
1200 até à invasão dos
conquistadores espanhóis e a execução do imperador
Atahualpa em
1533.
O império incluía regiões desde o extremo norte como o
Equador e o sul da
Colômbia, todo o
Peru e a
Bolívia, até o noroeste da
Argentina e o norte do
Chile. A capital do império era a atual cidade de
Cusco (em quíchua, "
Umbigo do Mundo"). O império abrangia diversas nações e mais de 700 idiomas diferentes, sendo o mais falado o quíchua.
O
Império Inca (
Tawantinsuyu em quíchua) foi o maior império da
América pré-colombiana. A Administração, Política e Centro de Forças Armadas do Império eram todos localizados em Cusco (em quíchua, "
Umbigo do Mundo"), no atual Peru. O Império surgiu nas terras altas do Peru em algum momento do
século XIII. De
1438 até 1533, os Incas utilizaram vários métodos, da conquista militar a assimilação pacifica, para incorporar uma grande porção do oeste da América do Sul, centrado na
Cordilheira dos Andes, incluindo grande parte do atual Equador e Peru, sul e oeste da Bolívia, noroeste da Argentina, norte do Chile e sul da Colômbia.
A língua oficial do império era o
quíchua,embora dezenas se não centenas de línguas e dialetos locais de quechua eram faladas. O nome quéchua para o império era Tawantinsuyu que pode ser traduzido como as quatro regiões ou as quatro Regiões Unidas. Antes da reforma ortográfica era escrita em
espanhol como Tahuantinsuyo. Tawantin é um grupo de quatro coisas (tawa significa "quatro", com o sufixo -ntin que nomeia um grupo); Suyu significa "região" ou "província". O império foi dividido em quatro Suyus, cujos cantos faziam fronteira com a capital, Cusco (Qosqo).
Havia muitas formas locais de culto, a maioria delas relativas ao local sagrado "
Huacas", mas a liderança Inca incentivou o culto a
Apu Inti - o deus do sol - e impôs a sua soberania acima dos outros cultos, como o da
Pachamama. Os Incas identificavam o seu rei como "filho do sol".
Maias
A
civilização maia foi uma
cultura mesoamericana pré-colombiana, com uma rica história de 3000 anos. Contrariando a crença popular, o povo maia nunca "desapareceu", pois milhões ainda vivem na mesma região e muitos deles ainda falam alguns dialetos da língua original.
Os
povos maias constituem um conjunto diverso de povos
nativos americanos do sul do
México e da
América Central setentrional. O termo maia é abrangente e ao mesmo tempo uma designação colectiva conveniente que inclui os povos da região que partilham de alguma forma uma herança cultural e linguística; porém, esta designação abarca muitas populações, sociedades e grupos étnicos diferentes, cada um com as suas tradições particulares, culturas e identidade histórica.
Estima-se que no início do século XXI esta região seja habitada por 6 milhões de maias. Alguns encontram-se bastante integrados nas culturas modernas dos países em que residem, outros continuam a seguir um modo de vida mais tradicional e culturalmente distincto, muitas vezes falando uma das
línguas maias como primeiro idioma.
As maiores populações de maias contemporâneos encontram-se nos
estados mexicanos de
Yucatán,
Campeche,
Quintana Roo e
Chiapas, e nos países da América Central
Belize,
Guatemala, e nas regiões ocidentais de
Honduras e
El Salvador.
O Brasil Pré-Colombiano
Os
povos indígenas no Brasil incluem um grande número de diferentes grupos étnicos que habitaram o país antes da chegada dos
europeus em torno de
1500. Diferentemente de
Cristovão Colombo, que achava que tinha atingido as
Índias Orientais, o
português, mais notavelmente por
Vasco da Gama, já tinha atingido a Índia através do
Oceano Índico, rota pela qual atingiu o
Brasil.
A dificuldade em classificar os povos indígenas do Brasil vem do fato de que a violência, durante cinco séculos de
colonização em que tiveram tomadas suas terras, destruídos muitos de seus meios de sobrevivência, proibidas suas religiões sendo explícita ou disfarçadamente escravizados, provocou enorme mistura de povos e transferência de áreas.
Descobrimento do Brasil
O termo
descoberta do Brasil se refere à chegada, em
22 de abril de
1500, da frota comandada por
Pedro Álvares Cabral ao território onde hoje se encontra o
Brasil, apesar de se refirir também à suposta visita de
Duarte Pacheco Pereira em 1498. A palavra "descoberta" é usada nesse caso em uma perspectiva
eurocêntrica, referindo-se estritamente à chegada de europeus e desconsiderando a presença dos vários povos indígenas que viviam havia diversos séculos nas terras do atual Brasil.
A Exploração do Pau-Brasil
Afirmam alguns historiadores que o corte do pau-brasil para a obtenção de sua madeira e sua resina foi a primeira
atividade econômica dos colonos
portugueses na recém-descoberta
Terra de Santa Cruz, no
século XVI e que abundância desta árvore no meio a imensidão das florestas inexploráveis teria conferido à colônia o nome de
Brasil.
A resina vermelha era utilizada pela indústria
têxtil europeia como uma alternativa aos corantes de origem
terrosa e conferia aos tecidos uma cor de qualidade superior. Isto, aliado ao aproveitamento da madeira vermelha na
marcenaria, criou uma demanda enorme no mercado, o que forçou uma rápida e devastadora "caça" ao pau-brasil nas matas brasileiras. Em pouco menos de um século, já não havia mais árvores suficientes para suprir a demanda, e a atividade econômica foi deixada de lado, embora espécimens continuassem a ser abatidos ocasionalmente para a utilização da madeira (até os dias de hoje, usada na confecção de arcos para
violino e móveis finos).
O fim da caça ao pau-brasil não livrou a espécie do
perigo de extinção. As atividades econômicas subsequentes, como o cultivo da
cana-de-açúcar e do
café, além do crescimento populacional, estiveram aliadas ao desmatamento da faixa litorânea, o que restringiu drasticamente o habitat natural desta espécie. Mas sob o comando do Imperador
Dom Pedro II, vastas áreas de
Mata Atlântica, principalmente no estado do
Rio de Janeiro, foram recuperadas, e iniciou-se uma certa conscientização preservacionista que freou o desmatamento. Entretanto, já se considerava o pau-brasil como uma árvore praticamente extinta.
No
século XX, a sociedade brasileira descobriu o pau-brasil como um símbolo do país em perigo de extinção, e algumas iniciativas foram feitas no sentido de reproduzir a planta a partir de sementes e utilizá-la em projetos de recuperação florestal, com algum sucesso. Atualmente, o pau-brasil tornou-se uma árvore popularmente usada como ornamental. Se seu habitat natural será devastado por completo no futuro, não se sabe, mas a sobrevivência da espécie parece assegurada nos jardins das casas e canteiros urbanos.
A madeira do pau-brasil é reputada como a melhor para a fabricação de arcos de violino, pois sua madeira é facil de ser cortada e polida.
Em
1924,
Oswald de Andrade fez um manifesto sobre a nova poesia brasileira intitulado "Manifesto da Poesia Pau Brasil".
Os Jesuítas no Brasil
A história da
Companhia de Jesus no Brasil inicia com a chegada dos jesuítas em 1549 na Bahia. Aí fundaram um colégio e iniciaram a catequese dos índios. Posteriormente foram expulsos pelo
Marquês de Pombal. Atualmente possuem vários colégios e universidades dispersos pelo país, além de paróquias e atuação no apostolado social, bem como na formação do clero, religiosos e
leigos católicos.
Invasões Holandesas do Brasil
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Bandeirantes
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Iluminismo
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Revolução Industrial
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A
Revolução Industrial consistiu em um conjunto de mudanças
tecnológicas com profundo impacto no
processo produtivo em nível
econômico e
social. Iniciada na
Inglaterra em meados do
século XVIII, expandiu-se pelo mundo a partir do
século XIX.
Ao longo do processo (que de acordo com alguns autores se registra até aos nossos dias), a era
agrícola foi superada, a
máquina foi suplantando o
trabalho humano, uma nova relação entre
capital e trabalho se impôs, novas
relações entre nações se estabeleceram e surgiu o fenômeno da
cultura de massa, entre outros eventos.
Essa transformação foi possível devido a uma combinação de fatores, como o
liberalismo econômico, a acumulação de capital e uma série de invenções, tais como o
motor a vapor. O
capitalismo tornou-se o sistema econômico vigente.
Revolução Francesa
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Revolução Francesa é o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre
5 de Maio de
1789 e
9 de Novembro de
1799, alteraram o quadro político e social da
França. Em causa estavam o
Antigo Regime (
Ancien Régime) e a autoridade do
clero e da
nobreza. Foi influenciada pelos ideais do
Iluminismo e da
Independência Americana (
1776). Está entre as maiores
revoluções da história da humanidade.
A Revolução é considerada como o acontecimento que deu início à
Idade Contemporânea. Aboliu a
servidão e os direitos
feudais e proclamou os
princípios universais de "
Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (
Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de
Jean-Jacques Rousseau. Para a França, abriu-se em 1789 o longo período de convulsões políticas do século XIX, fazendo-a passar por várias repúblicas, uma ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios.
Era Napoleônica
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Unificação da Alemanha
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A
Unificação Alemã foi um processo iniciado em meados do
século XIX e finalizado em
1871, para a integração e posterior
unificação de diversos estados germânicos em apenas um: a
Alemanha. O processo foi liderado pelo
primeiro-ministro prussiano Otto von Bismarck, conhecido como
chanceler de ferro, e culminou com a formação do
Segundo Reich (Império) alemão.
Revoluções e guerras
O Renascimento acaba por culminar com a formação da
monarquia absolutista em diversos países da Europa. Combinado com o desenvolvimento científico e a demanda por uma melhor qualidade de vida, surge a produção em larga escala. Esta necessidade culmina com a
Revolução Industrial que coloca novos países em destaque como a
Inglaterra por exemplo. Como demanda do próprio desenvolvimento a monarquia absolutista passa a dar lugar a
democracia implantada através de movimentos como a
Revolução Francesa e a
Independência dos Estados Unidos.
Crise de 1929 afeta a economia.
Na direção do crescimento propiciado por estes acontecimentos e antigas rivalidades levam a ocorrência da
Primeira Guerra Mundial. Durante o período que se segue, a crise econômica em todo mundo provocada pela
crise de 1929 nos
Estados Unidos ajuda a fomentar soluções através de ideologias. Neste período ocorre a
Revolução Russa que leva o
comunismo ao poder. Também surgem ditaduras
fascistas em vários países da Europa, notadamente na
Espanha,
Alemanha e
Itália.
Explossão da bomba atômica sobre
Nagasaki.
Com esta tensão é iniciada a
Segunda Guerra Mundial que traz grandes perdas para a Europa. Nelas são utilizadas as duas
bombas atômicas, fruto do desenvolvimento técnico e científico da humanidade que não pararia mais até os dias atuais.
Primeira Guerra Mundial
-
A
Primeira Guerra Mundial (também conhecida como
Grande Guerra antes de
1939,
Guerra das Guerras ou ainda como a
Última Guerra Feudal) foi um conflito mundial ocorrido entre
28 de Julho de
1914 e
11 de Novembro de
1918.
A guerra ocorreu entre a
Tríplice Entente - liderada pelo
Império Britânico,
França,
Império Russo (até
1917) e
Estados Unidos (a partir de 1917) - que derrotou a
Tríplice Aliança (liderada pelo
Império Alemão,
Império Austro-Húngaro e
Império Turco-Otomano), e causou o colapso de quatro impérios e mudou de forma radical o mapa geo-político da
Europa e do
Médio Oriente.
No início da guerra (1914), a Itália era aliada dos Impérios Centrais na Tríplice Aliança, mas, considerando que a aliança tinha carácter defensivo (e a guerra havia sido declarada pela Áustria) e a Itália não havia sido preventivamente consultada sobre a declaração de guerra, o governo italiano afirmou não sentir vinculado à aliança e que, portanto, permaneceria neutro. Mais tarde, as pressões diplomáticas da
Grã-Bretanha e da França a fizeram firmar em
26 de abril de
1915 um pacto secreto contra o aliado austríaco, chamado Pacto de Londres, no qual a Itália se empenharia a entrar em guerra em um mês em troca de algumas conquistas territoriais que obtivesse ao fim da guerra: o
Trentino, o
Tirol Meridional,
Trieste,
Gorizia,
Ístria (com exceção da cidade de
Fiume), parte da
Dalmácia, um protetorado sobre a
Albânia, sobre algumas ilhas do
Dodecaneso e alguns territórios do Império Turco, além de uma expansão das colônias africanas, às custas da
Alemanha (a Itália já possuía na África: a
Líbia, a
Somália e a
Eritréia). O não-cumprimento das promessas feitas à Itália foi um dos fatores que a levaram a aliar-se ao
Eixo na
Segunda Guerra Mundial.
Em 1917, a Rússia abandonou a guerra em razão do início da
Revolução. No mesmo ano, os
EUA, que até então só participavam da guerra como fornecedores, ao ver os seus investimentos em perigo, entram militarmente no conflito, mudando totalmente o destino da guerra e garantindo a vitória da Tríplice Entente.
Revolução Russa
-
A
Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na
Rússia, que, após a eliminação da
autocracia russa, e depois do Governo Provisório (
Duma), resultou no estabelecimento do poder
soviético sob o controle do
partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da
União Soviética, que durou até
1991.
A Revolução compreendeu duas fases distintas:
Crise de 1929
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Segunda Guerra Mundial
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Guerra Fria
"Buzz" Aldrin na Lua.
-
Seguindo a Segunda Guerra Mundial o mundo se polariza em torno das duas potências vencedoras da guerra com os Estados Unidos e o capitalismo de um lado e a
União Soviética com o
socialismo de outro. Este período passa a ser conhecido como
Guerra Fria no qual as superpotências disputam a influência no mundo sem deflagrarem uma guerra aberta uma contra a outra.
Embora nunca tenha ocorrido um conflito armado direto entre as duas potências elas se enfrentaram indiretamente através da
corrida armamentista, da
corrida espacial e em discussões ideológicas. A corrida armamentista seguindo a idéia da
destruição mútua assegurada levou as potências se armarem até o ponto do "equilíbrio do terror" no qual ambas as potências poderiam se destruir mutuamente e a todo o mundo diversas vezes.
As potências disputaram também em todo o planeta regiões de influência de suas ideologias. Um exemplo disto foi a Europa destruída após a guerra que passou a ser alvo de investimentos de ambos os lados que procuravam garantir sua influência, como por exemplo o
Plano Marshall dos Estados Unidos. A maior parte do
leste europeu se alinhou com a União Soviética e adotou o socialismo enquanto a
Europa ocidental se alinhou com os Estados Unidos e o capitalismo e surge a expressão
Cortina de Ferro para denotar a divisão da Europa nestas duas áreas de influência. O
Japão e os governos da
América do Sul se alinharam com os Estados Unidos.
Em vários conflitos armados ocorridos durante este período um dos contendores acabava recebendo patrocínio de uma potência de acordo com a ideologia que defendia. Alguns dos conflitos inclusive tiveram o envolvimento das potências, como a
guerra da Coréia, a
guerra do Vietnã, a
guerra do Afeganistão. A
crise dos mísseis em Cuba gera o maior impasse entre as potências durante a Guerra Fria.
Porém a União Soviética passava por problemas sociais e econômicos e o desgaste passou a ser evidente após a derrota na corrida espacial quando os Estados Unidos colocaram o
homem na Lua e o acidente na
usina nuclear de
Chernobyl. Dois planos para reformar a União Soviética são lançados: a
Glasnost e a
Perestroika.
Em consequência destas reformas que permitiram maior abertura e transparência o bloco soviético passa a ruir com a queda dos regimes socialistas na área de influência da União Soviética na Europa. Essa situação leva a
queda do muro de Berlim em
1989. Anos depois no final de
1991 a União Soviética iria finalmente ruir sinalizando o fim definitivo da Guerra Fria.
Século XXI
Soldado americano no Iraque.
O mundo bipolar dá lugar a um mundo de múltiplos pólos no qual vários países passam agora a ter influência global. Potências emergentes como
China,
Índia e
Brasil passam a ter papel de maior destaque na
economia. Este período é marcado também por uma maior preocupação com o
meio ambiente diante da perspectiva do
aquecimento global que gera grandes debates entre os líderes dos países. Outro emblema passa a ser a guerra contra o terrorismo liderada pelos Estados Unidos após os
ataques de 11 de setembro. A guerra na região dos Balcãs termina, e dá lugar a vários novos países:
Kosovo,
Montenegro, etc.
Mundo depois do 11 de setembro
Em
11 de setembro de
2001 ocorreu em Nova Iorque, nos
Estados Unidos, o maior ataque terrorista da
história. O ataque destruiu o
World Trade Center e deixou mais de 3000 mortos. Depois desse ataque, os Estados Unidos tentaram encontrar os culpados do ataque em Nova Iorque. O mandante do atentado foi
Osama bin Laden. Os Estados Unidos invadiram o
Afeganistão em 2001 e
2002, atrás de Osama bin Laden, mas Osama não foi encontrado. Em
20 de março de
2003, os Estados Unidos e a
Inglaterra invadiram o
Iraque para procurar e desarmar supostas
armas de destruição em massa construídas no território iraquiano. Tais armas nunca foram encontradas. Até hoje ainda existem tropas americanas e inglesas no território iraquiano.
Desastres naturais
No
século XXI muitos desastres naturais ocorreram devido ao
aquecimento global. Entre
27 e
28 de março de
2004 estados do sul do
Brasil foram alertados que se aproximava um
ciclone, mas cientistas concluíram que o suposto ciclone era na verdade um
furacão. Foi batizado de
furacão Catarina e é considerado o primeiro furacão historicamente registrado no
Atlântico Sul. Outro grande desastre foi a passagem do
furacão Katrina no sudeste dos Estados Unidos em
29 de agosto de
2005 onde mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. Os ventos do furacão alcançaram mais de 280 quilômetros por hora, e causaram grandes prejuízos na região litorânea do sul dos Estados Unidos, especialmente em torno da região metropolitana de
Nova Orleães. Ocorreram cerca de 1.833 mortes.
Economia e política
Xangai, um dos símbolos do
boom econômico da China.
Depois do fim da
União Soviética, em
26 de dezembro de
1991, o mundo passou a ter apenas um país como a
nova ordem mundial: os
Estados Unidos. Mas pouco tempo depois, o desenvolvimento economico de países emergentes como:
China,
Índia,
Brasil e
Rússia (
BRIC), são os principais concorrentes para que no futuro eles sejam uma grande potência mundial. O mundo atual é dividido em vários pólos economicos. O Brasil passa a ser o líder economico na
América Latina. O
bloco económico da
União Europeia colocou em circulação, em
1 de janeiro de
2002, a
moeda euro. Essa moeda foi implantada em 15 países europeus. O
PIB da União Europeia é maior do que o PIB dos Estados Unidos. A antiga guerra que acontecia na região dos Balcãs se estabilizou e vários países fazem sua
independência. A antiga
Sérvia e Montenegro foi dividida em 3
países:
Sérvia (obteve independência em
5 de junho de
2006),
Montenegro (obteve sua independência em
7 de junho de 2006) e
Kosovo (obteve sua independência em
17 de fevereiro de
2008). Com a invasão do
Afeganistão pelas torpas norte-americanas e inglesas em
2001, o
governo do
taliban é finalizado no Afeganistão. Em
24 de fevereiro de 2008,
Fidel Castro sai do poder de
Cuba depois de 49 anos de mandato. No seu lugar, entra
Raúl Castro, irmão de Fidel. A partir do fim do
século XX, a economia da China aumentou drasticamente. A China é o único país que pode chegar a ter uma economia maior do que a economia norte-americana. Ela pode se tornar a maior potência economica em um futuro próximo.
Tecnologia e ciências
A
internet fica muito mais popular e muitos novos
sites surgem nela. O
computador se torna um
eletrodoméstico quase necessário para os lares de alguns
países, como a
televisão. O
DVD substitui as fitas
VHS, mas logo é inventada outra tecnologia melhor do que o DVD, o
Blu-ray. O
Youtube vira o site de compartilhamento de
vídeos mais visitado no mundo. O Youtube é comprado pela
Google por US$ 1,65 bilhão, em
9 de Outubro de
2006. O serviço de busca pela internet do Google se torna o mais popular do mundo. Surge o
Skype, a
tecnologia de
telefonia via internet. O
disquete cai em desuso, sendo substituído pelo
CD-R e posteriormente pelo
pendrive. A
Apple e a
Microsoft entram em uma "disputa" comercial. A Apple lança o
iPod e o
Iphone, revolucionando o mercado de
celulares e
MP3 players. Os MP3 Players,
MP4 Players,
MP5 Players, Celular e a
Câmera digital se tornam populares. Em
24 de abril de
2007, foi descoberto
Gliese 581 c, o primeiro
planeta possivelmente habitável fora do
sistema solar. A nave
Voyager 1 (lançada em
5 de Setembro de
1977) chega à
heliopausa e ultrapassa os limites do sistema solar, tornando-se o primeiro objeto construído pelo homem a conseguir sair do sistema solar. Foi descoberto em
29 de Julho de
2005, o
planeta-anão Éris, maior que
Plutão. A descoberta motivou a redefinição do sistema solar, criando a categoria dos planetas-anões, dentro da qual foram incluídos Éris e Plutão, além do antigo
asteróide Ceres. Esses planetas formaram um grupo separado dos planetas principais, que voltaram a ser
oito. É concluído o
Projeto Genoma
Ver também
História por períodos
-
História por continentes e países
Referências
- ↑ Durante estas lutas, centenas de senadores morreram, e o Senado Romano foi renovado com legalistas do Primeiro Triunvirato e depois do Segundo Triunvirato.
- ↑ Otávio Augusto oficialmente proclamou ter salvo a República Romana e cuidadosamente disfarçou seu poder sob formas republicanas: cônsules continuaram a ser eleitos, tribunos dos plebeus continuaram a servir a justiça, e senadores ainda debatiam na cúria romana. Porém, era Otávio, e cada um de seus sucessores após ele, quem influenciava tudo e controlava as decisões finais e, em última análise, tinha as legiões para garanti-lo, caso fosse necessário.